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quinta-feira, 11 de março de 2021

Maria Bonita

 MULHERES NA HISTÓRIA 

Maria Bonita, a Rainha do Cangaço, faria aniversário no Dia Internacional da Mulher.

Maria Bonita nasceu em um 8 de março e, se estivesse viva, completaria 110 anos.

Maria Gomes de Oliveira, também conhecida como Maria Déia e mais conhecida ainda por Maria Bonita, é uma das mulheres que deixou gravado nas caatingas sertanejas um pedaço da história do Nordeste do Brasil. Esta mulher de grande destaque nasceu no mesmo dia em que se celebraria, anos depois, o Dia Internacional da Mulher.

Maria Bonita é uma personagem que representa força e independência, ao ter trocado uma vida tradicional pelos anos no cangaço.

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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Igrejas de Sobral

Igrejas de Sobral: História, arquitetura e religião.

Carregadas de histórias e significados para os sobralenses, as igrejas convidam visitantes e sobralenses a um passeio pela história e pela arquitetura. 



Sobral é uma cidade que deve a sua existência aos ciclos econômicos do gado, do algodão e também, de uma forma muito forte, à religião católica. Sem a religião, Sobral não teria a importância que tem hoje. As igrejas têm um papel fundamental na história da cidade. Também merece destaque a atuação de Dom José Tupinambá da Frota, figura que além de ter sua importância na educação e na política da Cidade, teve forte presença no desenho urbano de Sobral e colocou o catolicismo como um dos pontos centrais da Cidade. Hoje, o município tem inúmeras igrejas, que além de fazer parte do desenho urbano, fizeram de Sobral a cidade com maior número de igrejas por metro quadrado no Estado. Saiba um pouco mais sobre algumas delas.

Igreja de São Francisco


Por iniciativa do Português Francisco Rodrigues dos Santos, a Capela foi construída em 1870 e concluída em 1898, na antiga Praça da Constituição. Após a demolição da antiga capela, a atual igreja foi construída, em outubro de 1945. Sua inauguração foi realizada no período do Congresso Diocesano das Vocações do Jubileu Sacerdotal de Dom José Tupinambá da Frota, em 1955. 
As muitas aberturas permitem um alto grau de iluminação e ventilação. O alto grau de ornamentação da igreja e seu grande porte fazem com que o edifício se destaque na paisagem urbana de Sobral, com suas altas torres podendo ser vistas de vários pontos da cidade.



Igreja do Menino Deus


A Capela do Menino Deus e o convento anexo foram construídos, com ajuda da generosidade das famílias sobralenses, por duas irmãs carmelitas, que chegaram a Sobral em 1810, junto às Freiras de Ordem Terceira das Carmelitas Emerenciana de Sant'Ana e Teresa de Jesus. 
Embora já tenha passado por reformas, ainda guarda imagens originais e exibe no forro um baixo relevo em talha policromada, representando a Sagrada Família em Fuga para o Egito. É uma igreja de muita influência, os sobralenses são muito devotos à figura do Menino Deus.

Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio


Com a movimentação popular em torno da recém-inaugurada Estação Ferroviária de Sobral, em 1882, surgiu a ideia de edificar-se, no novo bairro, uma capela em honra de Nossa Senhora do Patrocínio. A construção data de 1885, numa elevação de terreno, a capela mor foi benta na presença das famílias sobralenses que muito contribuíram com doações, com destaque para o coronel Francisco Fernando Pereira Mendes. A igreja foi concluída em 1900, e elevada à condição de matriz em 1916 por Dom José Tupinambá da Frota.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição


Construída no período em que Sobral já se eleva a Vila, próxima ao local onde ficava a primeira igreja da cidade, a Matriz da Caiçara, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi uma das igrejas que serviram como polo de povoamento para a futura Sobral. A pedra fundamental da atual matriz foi lançada em 2 de novembro de 1778.
Seu frontispício, considerado um dos mais bonitos do Ceará, é formado por um pórtico com arco de pedraria lavrada em lioz, importadas de Portugal, e portas com almofadas destacadas. Para muitos, é a igreja mais bela do Ceará.

Igreja de Nossa Senhora das Dores


Sua construção deu origem ao terceiro bairro da Vila Distinta e Real de Sobral. Embora não se tenha registro da data de construção, sabe-se que existia em 1818.
A construção foi um dos únicos edifícios antigos da área cuja implantação, ainda que parcialmente, aceitou voltar-se para o Rio Acaraú. Sua face norte fica voltada para a Rua das Dores, enquanto a sul se volta para a margem esquerda do Rio Acaraú. Sua torre única e lateral, por ter sido construída em 1924, não segue o estilo neoclássico de seus elementos de fachada.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário


É a igreja mais antiga de Sobral, construída em 1767 pela irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. No período da festa de Nossa Senhora do Rosário, era comemorada a coroação dos reis do Congo, nome dado aos festejos. A última vez que a festa foi realizada em Sobral foi em janeiro de 1889. Após a abolição da escravatura, os negros continuaram a tradição do Reisado Africano por algum tempo. Até hoje, a igreja ainda é conhecida como Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretinhos, por sua relação histórica com os escravos.
Romeu Duarte - Arquiteto, urbanista, cronista do O POVO, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) e autor do livro Sítio Histórico de Sobral - Monumento Nacional.
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Estátua do Cristo Redentor

Estátua do Cristo Redentor - Uma das sete maravilhas do mundo moderno:


O Cristo Redentor, no topo do morro do Corcovado, mantém os braços abertos dia e noite abençoando a Cidade Maravilhosa.


O Monumento, por sua imponência e grande reconhecimento internacional, foi considerado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. O Cristo foi eleito no dia 7 de julho de 2007 como uma das sete maravilhas do mundo moderno, ao lado da muralha da China, Coliseu na Itália, Machu Picchu no Peru, Petra na Jordânia, Taj Mahal na Índia e Chichén Itzá no México. Em 2009 o Guinness World Records considerou o Cristo Redentor a maior estátua de Cristo do mundo.
A construção do Cristo Redentor do Corcovado é considerada um grande marco da engenharia brasileira. As obras foram iniciadas em 1926. O projeto escolhido foi o do engenheiro Heitor da Silva Costa, que optou pelo concreto armado e pedra-sabão, em homenagem às obras do artista Aleijadinho. O monumento tem 38 metros de altura e 28 de largura e foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1931. 
Impossível visitar o Rio e deixar esse ícone fora do roteiro. Desde sua inauguração, este belo símbolo de fé já recebeu visitas de pessoas ilustres: Papa João Paulo II, Dalai Lama, Princesa Diana, Príncipe Charles e o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com sua família, já estiveram no alto do Corcovado.
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Le Cordon Bleu

Le Cordon Bleu
Le Cordon Bleu foi fundado em Paris, em 15 de outubro de 1895, como instituto de artes culinárias, a partir de então, sua reputação internacional se espalhou rapidamente, e é hoje considerada a maior rede de escolas de culinária e hospitalidade do mundo.

Ao longo do século passado, Le Cordon Bleu vivenciou uma revolucionária mudança à medida que evoluiu de uma escola de culinária parisiense para uma rede internacional de institutos de artes culinárias e de hospitalidade.

Le Cordon Bleu combina inovação e criatividade com a tradição. É considerado o guardião da técnica da Culinária Francesa através de seus programas culinários que continuam a preservar e transmitir o domínio e apreciação das artes culinárias, que têm sido o alicerce da gastronomia francesa há mais de 500 anos.
A filosofia do Le Cordon Bleu é alcançar a excelência através da prática constante e do refinamento. O Le Grand Diplôme Le Cordon Bleu, reconhecido mundialmente por profissionais de gastronomia; é o passaporte internacional para uma carreira gratificante.

O Le Cordon Bleu conta com 35 institutos em 20 países e 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades são treinados todos os anos, e exibem com orgulho seus certificados, diplomas, bacharelados e mestrados, incluindo um diploma online em turismo gastronômico. 

As aulas são ministradas por Master Chefs, a maioria dos quais vem de restaurantes com estrelas Michelin ou são vencedores de competições de prestígio e títulos, como o Meilleur Ouvrier de France.

No Brasil a Le Cordon Bleu tem escolas em São Paulo e Rio de Janeiro.

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terça-feira, 11 de junho de 2019

Ruínas do Convento de São Boaventura


As ruínas do Convento de São Boaventura, tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), se destacam no cenário do distrito de Porto das Caixas.

O Convento começou a ser erguido em 1660 e foi a quinta construção da Ordem Franciscana do Brasil. Há nele semelhanças com o convento de Santo Antônio, na cidade do Rio de Janeiro, também da Ordem Franciscana.

No local onde hoje estão as ruínas existiu, no século XVIII, a Vila de Santo Antônio de Sá. De 1829 a 1840, porém, uma epidemia de febre amarela dizimou a população da vila e levou os franciscanos a abandonarem o lugar.

As ruínas, tombadas também pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) em 1978, estão no terreno do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (COMPERJ).

O espaço não é aberto à visitação.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O primeiro automóvel de Fortaleza

O primeiro automóvel a circular em Fortaleza foi este Rambler de propriedade de Meton de Alencar e Júlio Pinto, dirigido por John Peter Bernard e Rafael Dias Marques.
Arquivo Nirez

O primeiro automóvel chegou em Fortaleza em 28 de março de 1909, vindo dos Estados Unidos pelo vapor inglês “Cearense”.

Era um automóvel da marca “Rambler” usado, comprado pela Empresa Auto Transporte, de propriedade do Dr. Meton de Alencar e de Julio Pinto. Após o desembarque na alfândega, como ninguém soubesse dirigir, o veículo foi puxado por um jumento no trajeto entre o prédio da alfândega até o edifício do Cinema Júlio Pinto, localizado na Rua Major Facundo n° 64, acompanhado por uma verdadeira multidão de curiosos, que se formou ao redor do veiculo e do jumento.

Pela empresa compradora, John Peter Bernard acompanhava o carro, que foi recolhido ao palhabote, onde Roberto Muratori e o velho Dr. Meireles passaram a estudar-lhe o motor, procurando, com redobrados esforços, faze-lo funcionar, o que conseguiram dias depois.

Passava das 22 horas quando o Rambler movimentou-se vagarosamente alguns metros pela rua, guiado pelo português Rafael Dias Marques, caixeiro da Casa Bordalo, e estacou adiante, não havendo força humana que o fizesse rodar. Voltou rebocado para o Cassino Cearense.

Depois de muita pesquisa, Clóvis Meton e Alfredo Borges obtiveram melhores conhecimentos sobre a complicada máquina, saindo afinal para a via pública, cercado sempre do maior e mais vivo interesse por parte da população.

Sempre na calada da noite realizavam experiências, ora indo até o Alagadiço, ora à Estação de Bondes. Nessas viagens quase sempre o carro enguiçava, sendo preciso desmontá-lo em plena rua para consertá-lo. Como o motor estava localizado sob o veículo, era necessário arrancar a carroceria todas as vezes que isso acontecia. Às vezes permanecia semanas numa oficina improvisada, recebendo as atenções dos dois curiosos mecânicos amadores.    

Certa vez perdeu-se a tampa do radiador na estrada de Messejana, e o proprietário anunciou no jornal que gratificaria a quem a encontrasse e devolvesse. Movimentou-se então uma multidão de populares em busca da peça, mas como ninguém sabia o que seria uma tampa de radiador, foram levados ao proprietário, todos os tipos de objetos de ferro que puderam ser encontrados naquela estrada, inclusive, até camburões de ferro. 

Depois de um tempo, de tanto rodar, os pneus ficaram gastos e precisaram ser substituídos, mas onde encontrá-los? Improvisaram então umas rodas de madeira com aros de ferro, que faziam uma barulheira infernal nas pedras de calçamento.

Apesar dos percalços, esse carro conseguiu fazer diversas viagens a Messejana, e de certa feita, foi até Canindé, durante as festas religiosas. Seguiu de Fortaleza até Itaúna dentro de um vagão da E.F. de Baturité, e daí em diante, rodando por uma estrada improvisada, levou um dia inteiro até chegar a Canindé. 

Em certa ocasião ao trafegar na Avenida do Imperador, ao desviar-se de um pedestre, o carro foi de encontro a um muro, derrubando-o. Esse foi o primeiro acidente de trânsito da história da cidade.

Sempre guiado por Rafael Dias Marques, o Rambler rodou durante algum tempo pela Fortaleza daqueles tempos. Depois outros carros apareceram na cidade: Um do Dr. Gadelha e outro de Clóvis Meton, sendo que o de Júlio Pinto recebeu o apelido de Vovô, enquanto o de Clóvis ficou conhecido pelo de Mariquinhas.

Extraído do livro “Coisas que o Tempo Levou” de Raimundo de Menezes.
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

A história por trás do monumento na entrada do Túnel Novo - Rio de Janeiro

Inaugurada há 110 anos, a escultura foi oferecida à cidade pelos portugueses Adriano e Antônio Ramos Pinto, comerciantes de vinho.
Nada de chope. O que fazia sucesso no Rio, no século passado, era vinho, e vinho do Porto! Prova disso é o monumento na entrada do Túnel Novo, em Botafogo.
Inaugurada há 110 anos, a escultura foi oferecida à cidade pelos portugueses Adriano e Antônio Ramos Pinto, comerciantes da bebida, em agradecimento pelo alto consumo do produto.
Toda em blocos maciços de mármore de Carrara com 37 toneladas e sete metros de altura, o conjunto apresenta um grupo de mulheres, tentando escalar um cume em direção ao amor, representado por Cupido.
Mas, apesar da boa intenção, a obra original, composta de anjos nus, desagradou ao então prefeito Pereira Passos (1836-1913), que exigiu um véu moralizante. Feita a sua vontade, a Fonte Ramos Pinto foi inaugurada em 1906, na Glória, de onde saiu, cinquenta anos depois, para o atual local.

Agora, a família Ramos luta para mudá-la de lugar de novo por causa da poluição que a atinge.
CURIOSIDADES CARIOCAS - By Sérgio Jaborandy
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